Venda Nova

2021

Venda Nova conta a história do distrito de BH que possui mais de 300 anos e engloba diversos bairros e seus emblemáticos personagens. O autor narra a vida de figuras de destaque, como o eloquente padre Pedro Pinto, o primeiro cidadão a conseguir habilitação para dirigir na capital mineira e o Capeta do Vilarinho, uma lenda urbana que foi parar até no The New York Times. O leitor vai conhecer também a saga de comerciantes e pioneiros que desbravaram a populosa região, muito antes de Belo Horizonte acontecer.

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Bruno Viveiros Martins

Arraial do Curral del Rei

2019

“Três dias de festa

Nosso primeiro aninho com o

Progresso

Acendemos todas as velinhas

E fizemos mil desejos

 

Depois fomos apagando”

Campus da UFMG

2019

Em uma sociedade de raiz escravista como a brasileira, historicamente violenta e autoritária, ainda hoje terrivelmente desigual, o caminho para a construção democrática não tem sido apenas volátil; ele é tortuoso, marcado por linhas quebradas e por reentrâncias, feito com pontos altos de otimismo democrático e baixos de inversão antidemocrática. Durante anos também compartilhamos da crença de que uma instituição sólida e amplamente reconhecida como a UFMG é capaz de se proteger até dos ataques mais diretos. Outro engano. Nenhuma instituição democrática se protege sozinha, e as universidades são particularmente vulneráveis – bem como o jornalismo e as artes. O que protege essas instituições é uma coisa só: nossa capacidade de mobilizar as pessoas em sua defesa. 

Anchieta

2019

O bairro Anchieta sucede à Vila Anchieta, que por sua vez já foi parte da Colônia Adalberto Ferraz, e é tipicamente um bairro de classe média, hoje preferido pelos mais idosos e por proprietários de cães e outros animais de estimação, um pouco um rascunho de Copacabana e Paris. A região onde a Bandeirantes foi construída era conhecida como a Terra Branca. Ali se localizava um imenso e contínuo latifúndio de campos de pelada da meninada, depois que os lotes vagos do Anchieta foram ocupados por edifícios.

Renascença

2019

Havia, no Renascença e adjacências, um jeito de viver a infância. Repaginado e redesenhado, ainda há. Era um jeito divertido e meio isolado de fazer as coisas, incluindo jogar vôlei bem no meio da rua. Ou jogar futebol bem no meio da rua. Ou fazer qualquer coisa bem no meio da rua.

Colégio Municipal

2018

Poucos belo-horizontinos lembram-se desta história. De 1948 a 1954, dentro do Parque Municipal, funcionou o Colégio Municipal, inicialmente com o nome de Ginásio Municipal, criado pelo então prefeito Otacílio Negrão de Lima. Este foi o primeiro colégio da Prefeitura de Belo Horizonte e, durante muitos anos, o único (no local funcionou depois outro educandário, o IMACO). José Alberto Barreto lembra-se muito bem de tudo isso, pois nos anos 1940, aos 14 anos de idade, ele ingressou naquela que foi a primeira turma do Colégio Municipal, saindo de lá em 1953, com o diploma do curso científico.

Funcionários

2017

 As dores do mundo passam pelo Funcionários. As dores do mundo são muitas, intensas e perfurantes. Entranham na pele, alojando-se na alma. O corpo se contorce, se verga mas se levanta. As dores do mundo o compõem.

Viaduto Santa Tereza

2016

João Perdigão nasceu em São Domingos do Prata (MG) e vive em Belo Horizonte desde 2000. Formado em Jornalismo, atua como pesquisador, escritor e arte educador. 

Santo Antônio

O Santo Antônio era modesto, habitado por pessoas modestas, que haviam trazido o interior do estado – Queluz de Minas, Cordisburgo, Barbacena – para o interior de suas casas: a decoração, o enxoval, as comidas, as quitandas, o café fraco já doçado…

Colégio Estadual

2014

Assim com a arte e a política alimentaram todo aquele período, nem sempre em perfeita comunhão, as sucessivas gerações que dele afloraram no Colégio Estadual não se contentaram em apenas fazer parte da platéia. Por diferentes veredas, eles marcaram presença de forma expressiva também no palco.

Mineirão

2016

A verdade é que o estádio mudou o comportamento da população e estimulou o surgimento de uma cidade novinha em folha: a região da Pampulha. Além de cenário do melhor futebol e do atordoante grito de gol, tornou-se um templo onde a multidão ajoelha, reza, grita, protesta, ri, chora, cria, constrói e vive seus momentos mais intensos.

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Arraial do Curral Del Rei – A desmemória dos bois, mostra a contradição entre o encantamento com a linda Belo Horizonte que nasce e, ao mesmo tempo, que se choca com o desencantamento da promessa não cumprida dos benefícios do progresso para os antigos moradores de Curral Del Rey. Um projeto urbano que se constrói violento, pois destrói seu passado, não considerando aqueles que viviam no local, dispensa o registro de sua memória.